sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Enciclopédia olímpica, voluntário dos Jogos Escolares já foi à Suíça para conhecer Tomas Bach

Diagnosticado com autismo aos 15 anos, formado em geografia e pesquisador da UnB,
Daniel de Boni lista momentos olímpicos inesquecíveis

Daniel de Boni (Fotografia de Alexandre Loureiro/Exemplus/COB )
 
Pesquisador do Laboratório Gesporte da Universidade de Brasília (UnB), formado em Geografia, e, principalmente, um verdadeiro entusiasta dos Jogos Olímpicos, Daniel de Boni Lima é um dos 300 voluntários que ajudam em todas as áreas do Comitê Organizador dos Jogos Escolares da Juventude Brasília 2017. Para aprender ainda mais sobre o Movimento Olímpico, Daniel não perde tempo e em todos os momentos de folga doa seu tempo e conhecimento para garantir o sucesso da maior competição escolar do país.
Assim como os Jogos Olímpicos de Inverno e de Verão, os Jogos Escolares da Juventude são a geografia na prática. Uso a teoria da geografia, a evolução do conhecimento geográfico para explicar os Jogos Olímpicos e com o Olimpismo eu explico a geografia. Fui voluntário também no Rio 2016. Vi a história acontecer diante dos meus olhos. Minha família me estimula a trabalhar com isso, viver isso. Meu pai era contra o Movimento Olímpico, mas quando fomos para Lausanne, na Suíça, em 2014, para conhecer o Tomas Bach (presidente do Comitê Olímpico Internacional), ele mudou a sua opinião.
Não consegui conhecê-lo, mas fomos muito bem recebidos no COI, conheci como funciona a logística dos Jogos Olímpicos de Inverno, ganhei algumas lembranças, foi inesquecível”, lembrou Daniel.
Daniel foi diagnosticado com autismo, um transtorno de desenvolvimento que afeta a capacidade de se socializar e de se comunicar com eficiência, aos 15 anos. Mas quem vê e conversa com ele sequer imagina qualquer problema. “Claro que não afeta em nada. Algumas coisas na minha educação foram mais complicadas, mas nada extraordinário”, afirmou Daniel.
Muito falante, conhecedor de diversos assuntos e com uma memória incrível, Daniel não para um minuto sequer. Nos Jogos Escolares da Juventude ajudou no setor de materiais, de sustentabilidade e atualmente está tabulando os dados de uma pesquisa que traça o perfil dos 4 mil atletas participantes da competição, denominada “Formando Campeões”. Com 30 anos de idade, Daniel listou os seus três momentos inesquecíveis dos Jogos Olímpicos.
O primeiro foi a Cerimônia de Abertura de Barcelona, eu tinha cinco anos e ali me apaixonei pelos esportes. O segundo foi quando o Rio ganhou o direito de sediar os Jogos Olímpicos, no dia 2 de outubro de 2009. Dei um grito que o prédio inteiro ouviu. Achei que eu ia ter um enfarto. No mesmo ano a Dinamarca sediou a COP (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que aconteceu em dezembro) e eu estava no oitavo semestre do curso de geografia, impossível esquecer. E o terceiro foi quando o avião com a Tocha Olímpica passou pela janela do meu quarto. Foi um dia lindo, o sol estava nascendo naquele exato momento”, recordou o voluntário.
Os Jogos Escolares da Juventude são organizados e realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), correalizados pelo Ministério do Esporte e Grupo Globo, com patrocínio da Coca-Cola e apoio da Estácio e do Governo de Brasília.
Reportagem do site

COB

24/11/2017 15:46 
 

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